Ansiedade na infância e na adolescência

Ansiedade na infância e na adolescência
Ansiedade na infância e na adolescência
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Na infância, a ansiedade se manifesta como parte do desenvolvimento normal quando o bebê é afastado dos pais (a partir dos 6-8 meses), ou quando um estranho se aproxima do bebê (a partir dos 8-9 meses). No período pré-escolar (entre 2 e 5 anos de idade), as crianças passam a tolerar, progressivamente, a ausência dos pais durante uma parte do dia, e passam a aceitar melhor a presença de estranhos. Nessa época da vida, a grande capacidade de imaginação colabora para que os medos e as preocupações pareçam reais (escuro / monstros / chuva), diminuindo a partir do período escolar (entre 6 e 10 anos de idade), fase de importante desenvolvimento da maturidade cerebral.

Durante a adolescência, onde as emoções costumam sobrepor-se à razão, a ansiedade experimentada é reforçada pela transição para a idade adulta. Quando o desenvolvimento normal durante a infância e a adolescência são reconhecidos, torna-se menos complicado suspeitar de ansiedade que traga sofrimento significativo, ou seja, de um ou mais Transtornos de Ansiedade; nessas situações, geralmente, há influências genéticas e ambientais intensas.

Exemplo 1 – Criança em idade escolar apresentando sofrimento elevado sempre que fica longe de um ou de ambos os pais, com sensação intensa de que algo de ruim poderá acontecer aos mesmos; dorme na cama dos pais e queixa-se de dores de cabeça e mal-estar.

Exemplo 2 – Adolescente com estresse elevado devido ao receio de fracassar em seu desempenho na escola, no futebol e no relacionamento com colegas, mesmo que suas habilidades sejam reconhecidas por familiares e colegas. Irritabilidade, inquietude, tensão muscular e pesadelos interferem em sua qualidade de vida.

Exemplo 3 – Criança em idade escolar que apresenta ansiedade e medo elevados ao comparecer a eventos sociais (aniversários infantis / festas comemorativas da escola) porque se sente observada por todos ao seu redor; receio de ser humilhada a qualquer momento. Choro e incapacidade de falar em público são frequentes; com o passar do tempo, isolamento social e tristeza além de recusa escolar, impactam seu dia-a-dia. Para esclarecimentos adicionais, busque um médico psiquiatra da infância e da adolescência.

A ansiedade é uma experiência emocional que ocorre com todas as pessoas; ela é definida como uma sensação incômoda de “perigo à vista” mesmo que uma ameaça real não tenha ocorrido. Por exemplo, o receio de ser assaltado ao transitar em cidade com histórico de roubos e furtos funciona como proteção.

Dr. Brunno Araújo Nóbrega
Psiquiatra da Infância e da Adolescência pela UNIFESP.
Psiquiatra Geral pelo Comp. Hosp. do Juquery de Franco da Rocha-SP
Pediatra pela FMRP-USP.
Coordenador e docente do CESMIA – UNIFESP.
R. Luiz Spiandorelli Neto, 47, conj. 2, sala 502 – Jardim Paiquerê – Valinhos
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