Honda lança o melhor e mais caro CIVIC

Honda lança  o melhor e mais caro CIVIC
Honda lança o melhor e mais caro CIVIC
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A décima geração vai além na versão de topo Touring. Partindo de R$ 124,9 mil, ela deixa Toyota Corolla Altis (R$ 105.5 mil) e Chevrolet Cruze LTZ (R$ 107.4 mil) para trás – e se aproxima de Audi A3 Sedan e Ford Fusion. As vendas começaram na quinta (25/8), e segundo informações da montadora esta versão terá 28% da fatia entre os modelos numa meta de 3000/mês. O argumento da Honda para o preço elevado é o grande número de itens de série e o novo pacote mecânico, com plataforma, visual, motor e câmbio inéditos no sedã médio. Mas isso é só parte da história: o alto custo de partes e peças importadas, que são cotadas num dólar muito mais alto que o planejado pelas montadoras, é o principal problema para definir o preço final.

No caso da versão Touring, boa parte dos equipamentos é conhecida da concorrência: chave presencial com partida remota, teto solar, central multimídia com espelhamento de celular, retrovisores rebatíveis eletricamente e (finalmente) a volta do sensor de estacionamento – exigencia dos clientes, de acordo com a Honda. Já freio de estacionamento elétrico com auto-hold, quadro de instrumentos digital, faróis de LED e câmera monitora de ponto cego no retrovisor direito são exclusivos do Civic no segmento. Mas aqui vale uma crítica: o sistema, herdado do Accord, só funciona do lado direito e não alerta efetivamente o motorista sobre a presença de veículos no ponto cego. Ele exibe a imagem rente à lateral do carro, funcionando como um melhoramento do retrovisor.

Além da “grife” Honda na grade, o sedã volta a adotar um visual mais ousado: cada vez mais cupê de quatro portas, ele usa lanternas traseiras que contornam as linhas da carroceria, apresenta vincos bem marcados nas laterais e caixas de roda dianteiras musculosas. A lâmina cromada na dianteira foi emprestada dos modelos Acura, a submarca de luxo da Honda nos Estados Unidos. E ficou mais bonita no Civic. O espaço na cabine cresceu bem, pois o sedã está maior. Os 10 cm extras no comprimento(4,63m), o entre-eixos maior 4cm (2,70m) e os balanços reduzidos permitiram aumentar o espaço no banco  traseiro e o porta-malas (de excelentes 519 litros).

Na versão Touring com 173 cv  o motor é “parrudo”: 22,4 kgfm entre 1.700 /5.500 rpm. O fato desse 1.5 turbo com injeção direta usar apenas gasolina não deve atrapalhar. Já o câmbio automático CVT, que simula sete marchas por meio de trocas nas borboletas, mantém a sensação de “deslizamento” em retomadas. No teste de pista feito isso não prejudicou o modelo, que obteve ótimos números – mas alguns podem não gostar  na verasão mais esportiva. Em consumo o Civic Touring agradou fazendo 12 km/l na cidade e 14,6 km/l na Estrada por isso recebeu nota A. A Honda afirmou ter amaciado a suspensão e recalibrado a direção dessa geração.