Implante dental rápida cicatrização

A saúde geral equilibrada e uma cirurgia bem controlada e planejada favorecem e muito o sucesso do tratamento, enquanto hábitos nocivos como o fumo e processos infecciosos fazem exatamente o oposto

Implante dental rápida cicatrização
Implante dental rápida cicatrização
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Como sabemos toda reabilitação com implantes dentais são divididas em duas fases, a primeira que consiste na instalação da raiz artificial no interior do tecido ósseo (implante propriamente dito) e a segunda fase que seria a instalação do dente sobre a raiz artificial.

Entre a primeira e a segunda é necessário esperar a cicatrização do tecido ósseo, fenômeno conhecido como osseointegração. Essa cicatrização depende da fisiologia do organismo e leva em torno de 4 a 6 meses para acontecer. Embora o organismo dite o tempo de osseointegração, algumas modificações na superfície dos implantes podem acelerar esse processo, neste caso são denominados implantes que promovem a osseointegração mais rápida.

Em algumas situações esses implantes podem ser ativados num período até 50% mais curto que o protocolo tradicional, dependendo da região.
Normalmente os implantes dentais possuem maior índice de sucesso nos locais onde o tecido ósseo é mais denso (por exemplo região do queixo). Isso não significa que o implante não possa cicatrizar adequadamente onde o tecido ósseo é mais poroso (ex. região da maxila posterior).

Neste caso os implantes que possuem melhoria de superfície são indicados, pois irão otimizar a resposta do tecido ósseo em relação à velocidade de osseointegração encurtando, em algumas situações, o tempo de tratamento.

Já no caso da mandíbula anterior (região do queixo) um implante convencional leva em torno de 3 meses para que possa ser submetido à carga, enquanto no caso da maxila posterior leva 6 meses. Utilizando o implante modificado, na maxila esse período pode ser encurtado para menos de 3 meses e, em alguns casos na mandíbula, para 21 dias. Cabe ressaltar que a osseointegração ainda não está completa, porém a ativação pode acontecer já que existe uma parte do implante ancorada em tecido ósseo.

A idade, sexo e peso parecem não interferir na boa cicatrização dos tecidos, mas, efermidades como o diabetes, podem sim causar atrasos na osseointegração.

A saúde geral equilibrada e uma cirurgia bem controlada e planejada favorecem e muito o sucesso do tratamento, enquanto hábitos nocivos como o fumo e processos infecciosos fazem exatamente o oposto. Cabe lembrar que esses fatores apenas interferem na cicatrização e não contra-indicam o tratamento.

A única diferença é que cuidados prévios deverão ser tomados.
Assim como os dentes naturais são susceptíveis às doenças, o implante osseointegrado também é. Portanto, os cuidados com higiene oral e os retornos programados para a manutenção são essenciais. Já no pré-operatório, os cuidados são mais ligados com a atitude do profissional em realizar o planejamento adequado do caso e prescrever os exames e medicamentos necessários.

A osseointegração não pode ser percebida pelo paciente. Ela é avaliada pelo profissional por meio de palpação e exames radiográficos. Porém, dois sinais são muito importantes que estejam ausentes: a dor e a mobilidade. Caso estejam presentes, normalmente são indicativos de que, ao invés de gerar a integração do osso ao redor do implante, foi formado um tecido fibroso. Neste caso, o tratamento não teve sucesso.

Dr. Eduardo Vedovatto
CROSP 79063 – Cirurgião-Dentista
Especialista em Prótese Dentária – Mestre e Doutor em Reabilitação Oral – Professor Doutor do Mestrado em Implantodontia da SL Mandic
R. Paulo Setubal, 586 – Nova Valinhos – 19 3869-2750