Paolla Oliveira

Por Michele Marreira

Paolla Oliveira
Paolla Oliveira
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Ela já foi modelo, tenista, médica, comerciante, ativista e, graças à ficção, atualmente Paolla Oliveira vive uma policial militar, Jeiza, que se realiza também num ringue de MMA em “A Força do Querer”, folhetim escrito pela autora Gloria Peres. Ela é considerada uma espécie de “Cinderela da TV”. Tudo porque nunca foi seu objetivo de vida ter como ofício o universo das artes. Longe disso. Sua formação acadêmica é na área da saúde, formou-se em Fisioterapia no ano de 2003 na região leste de São Paulo. Antes disso, para custear seus estudos, aceitou na época fazer testes para comerciais, até conquistar uma vaga como assistente de palco do apresentador Celso Portiolli no SBT. Sua história ganhou enredo de conto de fadas há mais de uma década, ao passar no teste para viver Giovana Sabatini na novela “Belíssima” da Rede Globo. Mal sabia que, uma segunda porta se abriria, ainda maior, na emissora carioca: dessa vez, protagonizaria o folhetim de época, “O Profeta”. Era muita felicidade. A bela não pestanejou e fez bonito no horário das seis. Despontava ali umas das mais promissoras carreiras em curto espaço de tempo. Em 13 anos, desde que estreou seu primeiro trabalho na telinha, ela contabiliza no currículo mais de 30 projetos entre novelas, séries, seriados, apresentação e cinema. Em abril festejou seus 35 anos ao lado da família e do novo namorado, Rogério Gomes, diretor da atual trama das nove. Acompanhe a entrevista que fizemos com uma das artistas mais vorazes da Teledramaturgia Brasileira.

Revista Total: Conta mais sobre a Jeiza e seu processo de construção para compor essa policial que sonha em ser lutadora de MMA.

Paolla Oliveira: A luta agora faz parte da minha vida. Os treinos são divertidos e doloridos, estou amando. Ganhei massa, mas não emagreci, nem engordei. Modelou meu corpo. É uma questão de resistência. Treinei bastante e pretendo continuar após o término da novela.

É você quem busca seus trabalhos na TV?

Não. As pessoas acham que temos esse poder de escolher qual novela vamos fazer, mas a gente não sabe. Na hora em que batem o martelo, abraçamos o trabalho e fazemos com força de vontade e verdade.  

De que forma avalia suas personagens em 13 anos de carreira na TV?

Eu me entrego cem por cento a todos os meus personagens, seja uma participação menor ou maior. Já fiz vilãs, porém, as pessoas marcam mais as mocinhas, talvez pela minha evolução em fazê-las, mas é tão difícil interpretá-las, pois exige uma entrega e um esforço cada dia de um jeito diferente.

Você se considera uma mulher sexy?

Eu não penso em ser sexy. A maior sensualidade que pode existir é a espontaneidade, ser natural. Você pode seduzir em momentos específicos: numa noite em um jantar, vestindo uma roupa e fazendo uma maquiagem especial… Há uma preparação para estes momentos.

A moda influencia até que ponto em seu estilo?

Até sou ligada, mas tem uma coisa que sempre fala mais forte que é o meu gosto. Se eu gostar levo independente de tendência ou não.

Alguma dica de beleza na hora da make?

Eu costumo saber qual é o evento. Adoro batom e rímel, sou louca por maquiagem. Às vezes uso pouco, outras eu abuso um pouco mais.

Ano passado você protagonizou o filme “Em Nome da Lei”. Como foi participar desse projeto?

Minha personagem era uma promotora atuante nas cidades de fronteiras, trabalhando em conjunto com um antigo juiz até a chegada de Vitor, personagem do Mateus Solano. Ela se vê desgostosa, sem ter muito para onde ir percebendo que não há progresso. O juiz Vitor chega exatamente nesse momento, cheio de energia. Ela questiona juntamente com o Policial Federal Elton (Eduardo Galvão), até onde vão as atitudes por justiça do juiz recém chegado, do certo e errado, a questão da ética e moral é colocado em questão. Há um envolvimento amoroso, mas se torna pequeno diante da história toda do filme. Existe o romance sim, porém eles são muito mais ligados pelo trabalho. Esse trio acaba criando um grande grupo com sede de justiça, de fazer o trabalho direito e de quebrar o sistema que já está estabelecido.

E como foi gravar com tantas figuras masculinas no filme?

São homens de alto nível profissional, foi bem fácil (risos). É um filme masculino com bastante ação. Minha personagem está centrada no Fórum. Alice toma um tiro que me assustou! Foi interessante ver pronto nossa parte que estava dentro de outro contexto, se juntando à segunda parte de ação da história que se completou.  

Alguma preparação especial na hora de construir a personagem?

Grande parte da preparação vem do que desejamos contar para não virar personagens maniqueístas. Parte da criação veio das conversas com o diretor e documentários que assistimos para entendermos o contexto. Pra viver essa promotora quis entender como se dá a junção desses poderes.