Rota 2030

Afinal, o que é e qual seu impacto no mercado automotivo?

Rota 2030
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Chegando para trazer grandes mudanças, a rota 2030 entrou em vigor em julho de 2018. Seu objetivo é manter os benefícios da indústria e concertar os deslizes deixados pelo Inovar-Auto, seu antecessor. A principal meta do programa rota 2030 é fazer com que o Brasil se torne um dos maiores mercados automobilísticos do mundo a longo prazo.

No ano de 2030, já se espera que o país conte com tecnologia de ponta como a de países de primeiro mundo, além de já ter se tornado um polo em produção de veículos em escala mundial. O projeto da rota 2030 foi lançado em abril de 2017 pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e sua formulação foi acompanhada pela iniciativa privada.
Por ter um extenso período de implementação, a rota 2030 será aplicada por meio de 3 etapas com duração de 5 anos cada. As montadoras e as empresas precisam alcançar algumas metas para receberem descontos e benefícios.

A primeira etapa estabelecerá uma meta de 12% para a evolução e eficiência dos novos automóveis comerciais leves por pelo menos 5 anos. A Contran (Conselho Nacional de Trânsito) propôs uma lista com novas políticas, tipos de veículos e equipamentos de segurança que devem ser regulamentados até o ano de 2022.

Para ganharem incentivos fiscais de até R$ 1,5 bilhão por ano, as empresas automobilísticas precisam investir R$ 5 bilhões na área de Pesquisa e Desenvolvimento anualmente. Além disso, seus veículos devem apresentar melhorias na eficiência energética em, no mínimo, 11% até o ano de 2022. Será uma mudança gigantesca com relação à carros elétricos e híbridos no Brasil. As fabricantes de veículos ainda poderão ganhar benefícios adicionais caso a redução do consumo de combustível de seus carros seja maior que 11%. Ao fazerem isso, elas estarão aptas a ganhar um desconto adicional no IPI que pode variar entre 1% e 2%.

Desta forma, a realidade de ter um carro híbrido no Brasil fica cada vez mais próxima. Entretanto, outra exigência para que os benefícios possam ser adquiridos é a apresentação de uma etiqueta nos veículos, na qual deverá constar todas as informações sobre a melhora na eficiência energética, bem como os itens obrigatórios de segurança para os motoristas. Caso existam empresas fora do programa e/ou que descumpram as metas estipuladas, estas serão punidas com uma multa de até 20% do total de ganhos com as vendas. Também serão cobradas multas entre R$ 50,00 e R$ 360,00 para cada veículo que for vendido sem os itens de segurança obrigatórios ou que não apresentarem melhorias em relação ao gasto de combustível e/ou eficiência energética.

Apesar do foco do projeto não ser baratear os carros — afinal, o plano foi criado com a intenção de incentivar os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento no país —, os motoristas terão algumas melhorias significativas, como o possível acesso a veículos com tecnologias comparáveis aos dos modelos vendidos em países mais desenvolvidos.
Além disso, novos itens de segurança serão implantados nas novas produções, o que implicará em veículos finais mais seguros para os seus compradores. Os carros também contarão com novas tecnologias para facilitar a condução e torná-los mais eficientes.

O que o novo regime terá como foco.

  • recuperação dos fornecedores perdidos;
  • localização de novas tecnologias;
  • maior eficiência energética e produção de carros híbridos mais baratos;
  • melhoria em pesquisa, engenharia e desenvolvimento;
  • segurança;
  • inspeção veicular;
  • logística;
  • tributação