Torção Gástrica em Cachorros: saiba o que é e como evitar

Torção Gástrica em Cachorros: saiba o que é e como evitar
Torção Gástrica em Cachorros: saiba o que é e como evitar
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Você pode já ter ouvido falar na torção gástrica no filme Marley & Eu, é um problema de saúde que atinge principalmente cães de porte grande e os mais velhos. Existem alguns sintomas que podem fazer os donos estarem em alerta, mas geralmente a torção gástrica acontece rapidamente sem aviso prévio. As raças mais predispostas a apresentarem o problema são as de cães que possuem o tórax profundo como o Dogue Alemão, São Bernardo, Pastor Alemão, Labrador, Setter, Dálmata e Rottweiller, uma enfermidade que pode ocorrer em cachorros de qualquer idade, sendo tão grave que pode levar o cão a óbito em poucas horas, infelizmente. Consiste na dilatação do estômago que, em seguida, se torce sobre si mesmo, prendendo assim gás e alimento em seu interior. Em cerca de 6 a 12 horas, pode levar o cão à morte, podendo ser revertido com uma intervenção cirúrgica muito rápida.  Quando acontece, o animal entra em estado de choque na medida que o conteúdo estomacal não é liberado nem por cima (vômito) nem por baixo (fezes).
Observe se seu cão apresenta algum destes comportamentos ou mudanças corporais: aumento do volume abdominal; grande dificuldade em vomitar; flatulência excessiva e hipersalivação. Em caso positivo, procure um veterinário com urgência!
A partir dos sintomas, o veterinário examina o cão introduzindo uma sonda através da boca até o estômago, caso a sonda não consiga ultrapassar para o estômago, é porque está confirmado o diagnóstico de torção gástrica. Um raio X também pode identificar a torção gástrica. No entanto, pode ocorrer apenas a dilatação e não a torção gástrica, sendo assim o estômago torcido impedirá o suprimento sanguíneo de diversos órgãos e o cão pode entrar em choque a qualquer momento.
O tratamento é cirúrgico e costuma ser feito com a cirurgia de fixação do estômago na parede abdominal (gastropexia). Mesmo com cirurgia, a taxa de mortalidade de cães tratados é alta.
A principal medida preventiva é sobre a quantidade de alimento que o cão ingere a cada refeição. O recomendado é dividir a quantidade total das refeições em 2 a 3 vezes ao dia, evitando sobrecarregar o aparelho digestivo e não deixando que a alimentação se concentre no período noturno.
É importante evitar que o cão coma muito rápido, uma vez que desta maneira, ele acaba enchendo o estômago de ar também.
Outra dica, especialmente para cães de porte grande, é evitar colocar os comedouros no chão, ou seja, é preferível colocá-los em suportes para que fiquem mais altos e o os cães não precisem abaixar tanto para comer.
Uma vez que há determinação genética quanto à sensibilidade à torção gástrica, deve-se evitar acasalar cães que apresentem este problema.
Mantenha a saúde de seu cão em dia, oferecendo ração de qualidade, água, exercícios físicos e carinho, além de consultas veterinárias frequentes, e assim ele terá menos chances de apresentar problemas e doenças, como a torção gástrica.